Z.A. Feitosa
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Z.A. Feitosa é o pseudônimo literário
de Zeilton Alves Feitosa, nascido em 14 de Dezembro de 1952, na povoação
de Marizópolis, então comarca de Sousa, no Estado da
Paraíba, onde experimentou desde criança as dificuldades
de sobrevivência dos habitantes do sertão nordestino.
Tem por pai Etelvino Alves Feitosa e por mãe
Rufina Gonçalves
Feitosa. Cresceu numa grande família formada por uma meia-irmã:
Simone; por quatro irmãs: Zuleica, Zuleide, Zulene e Zenaide;
e dois irmãos: Zenilton e Zemilton, além de agregados,
comum naquela época. Eram seus pais pessoas de poucas posses,
que mal conheciam o alfabeto, mesmo assim se preocupavam em oferecer,
além de comida, educação e instrução
formal para os filhos.
Estudante, ainda, do Colégio Agrícola
do Crato (CE), veio para São Paulo em 1972, deixando-se fascinar
pela grande cidade, onde passou a estudar e viver. Em 1975, casou-se
com Harue
Ishihara com quem tem um filho, Hiroaki Feitosa, um grande amigo e
incentivador. Em 1977 - ano de nascimento do seu filho - converteu-se
ao umbandismo e, juntamente com José A. Navas – seu colega
na universidade, fundou, sob a orientação do Balalorixá Jamil
Rachid, um templo de umbanda, o qual, em 2007, assumiu a denominação
de Casa do Pai Joaquim de Aruanda (CPJA).
Antes de concluir sua especialização
em Jornalismo Brasileiro e Comparado, em 1982, na Faculdade Cásper
Libero, ele cursou contabilidade na Escola Técnica Dom Pedro
II, assim como se fez bacharel em Administração de Empresa
pela UNIFMU. Depois de algum tempo afastado dos bancos escolares, voltou
a estudar
e, em 1986, foi licenciado em Disciplinas Técnicas pelas Faculdades
Campos Salles. Três anos depois, agregou à sua formação
o título de bacharel em Ciências Contábeis pela
FACESP. E, mais recentemente, concluiu o curso de pós-graduação
de Gerente de Cidade na FAAP.
Contista e poeta, desde cedo, sentiu-se fascinado pelo
fazer literário.
Sob pseudônimo, escreveu contos para revistas com apelo erótico.
Isso, no auge da abertura política, no início dos anos
80, no contexto de liberdade de imprensa que fora recém-restaurada.
Z.A. Feitosa é um dos muitos escritores que emprestaram finura
e ousadia aos contos eróticos, que foram publicados em revistas
de grande circulação naquele período. Foram textos
escritos sem maiores pretensões, em verdade ao largo de interesses
editoriais, preocupados apenas com a distração dos sentidos,
mas que surpreendiam o leitor pelo poder de imaginação.
Tanto que o melhor de Z.A. Feitosa é, sem dúvida, o seu
lado imaginoso.
Sua obra ficou marcada pela combinação
rara de lirismo e sexo, que pontificou de forma indelével os
seus escritos. Ele soube, como alguns poucos, tratar com largueza os
mais diversos
temas relacionados ao sexo.
Não é sem motivo, que o seu nome enquanto
escritor, cuja produção literária esteve, por
muito tempo, voltada para essa classe de revista, ficou naqueles dias,
intimamente, ligado
ao subgênero literário chamado de literatura erótica.
Z.A.
Feitosa conseguiu, graças ao extraordinário dom
de captar sentimentos, criar alguns textos de grande sensibilidade,
os quais, temperados pelo regionalismo e pelas metáforas incomuns,
transcenderam das limitações e interinidades das revistas.
Dono
de um estilo ímpar, Z.A. Feitosa ora recorreu à secura
dos ensaios ora à brandura do romantismo para contar, eroticamente,
suas histórias ou tecer, de forma lasciva, sua poesia, mas sempre
fez da efusão do desejo sexual o mais autêntico meio de
expressão dos sentimentos mais íntimos.
É
fato que grande parte da produção literária de
Z.A. Feitosa só faz sentido dentro do contexto das revistas
com apelo erótico, mas isso não diminui o caráter
irreverente e gracioso de sua obra, que chegou a merecer alguns louvores
naqueles tempos.
A despeito do relativo êxito que seus escritos
alcançavam,
cioso de sua intimidade, Z.A. Feitosa se apartou involuntariamente
das letras em junho de 1984, voltando-se, exclusivamente, para o universo
dessensibilizante dos números.
Ao se preparar para a aposentadoria, porém,
resolveu abraçar
de uma vez por todas a literatura. Ao publicar um novo livro de contos,
em 2007, e retomar, por meio de um portal na Internet, aquela obra,
que foi prematuramente interrompida, Z.A. Feitosa rompeu artisticamente
o injusto silêncio literário, que lhe foi imposto, inaugurando
uma nova fase em sua vida de escritor.
No início de 2008, trocou,
definitivamente, a escrituração
mercantil - balanços e históricos de lançamentos
contábeis - pela feitura dos versos e narrativas da escritura
literária, celebrando sua aposentadoria, enquanto contabilista,
com a publicação de um livro de poemas, ao fim de 35
anos de serviços na área contábil.
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